24 de outubro de 2011

Lições de um oleiro


Jer. 18. 1 - 6
Observando o comportamento cristão atual, vejo muitas coisas e procuro comparar com a Palavra de Deus. Não para julgar pessoas, mas com o intuito de procurar detectar minhas próprias falhas e minimizá-las.
Percebo que a vaidade e o orgulho tomaram lugar nos corações de muitos em nosso meio, principalmente de pessoas que estão servindo diretamente nos escalões do ministério.
A maneira como Deus trabalha nossas vidas, moldando nosso caráter nunca é compreendida em sua totalidade, mas é bem eficaz e carrega consigo um propósito, quando a ele nos submetemos sem muitas reservas. Deus é muito específico em nossas vidas com vistas à promoção de Seu Reino.
Difícil é perceber no outro ou, ainda pior, reconhecer em nós mesmos quando se repete os mesmos erros e parece não se aprender o suficiente para ser aprovado diante de Deus e dos homens, embora passando por grandes lições e testes na vida. Quando isso acontece, voltamos e passamos todo o processo outra vez. Isso é ainda mais dolorido.
Ao refletir sobre a visão dada a Jeremias sobre a olaria e o processo de reconstrução do vaso quebrado, consigo tirar algumas lições que bem se aplicam à minha vida fazendo um paralelo com as dificuldades e testes que precisamos passar para nosso sucesso, sobretudo o espiritual. Acredito que o leitor também conseguirá abstrair lições espirituais dessa comparação.
Há momentos que precisamos começar outra vez. Recrudescermos e, se possível for, recomeçarmos nosso casamento, nossa vida profissional, nosso relacionamentos sociais, nossos negócios e nosso ministério. Então essa passagem das Escrituras Sagradas se torna latente aos nossos olhos e começamos a olhá-la de maneira diferenciada....e parece que começamos a observar o oleiro.

Domínio

Percebi, segundo a visão dada a Jeremias, que em todo o processo o vaso era molhado, moldado, desenhado com as mãos, prensado, alisado. A ele estava sendo dada uma forma. Interessante pensar que talvez a ele não era dada necessariamente a mesma forma que antes. Uma vez que já era um vaso, mas havia caído da mão do oleiro. Certamente aquele vaso era aprazível aos olhos do oleiro quando primeiro foi feito, mas ele quebrou-se. Imagino o oleiro chateado em ver o monte de lama caído ao chão, logo após tê-lo feito com tanto cuidado.
Mas sem desanimar, ele torna a fazer tudo de novo. O interessante notar é que em todo tempo é o oleiro quem domina, “manipula” (tecnicamente falando) o vaso. Não se pode conceber a idéia do vaso manipular àquele que lhe dar o molde. O vaso teria que se constituir da forma que aprazia a seu feitor.
Bem semelhante a essa comparação são os processos pelos quais passamos na vida. Deus deseja nos guiar em todo o tempo. A ele pertence o domínio, mas nós, segundo o livre arbítrio que julgamos ter, sempre procuramos escapar de suas mãos e abrir caminho através de nossos punhos.

Calor

Mas o processo progride quando da moldagem o vaso. O mesmo é colocado ao fogo sob um grau muito elevado para que se enrigessa, tenha ligadura e possa comportar o conteúdo a que fora destinado, bem como suportar as diversidades climáticas a que vier a ser exposto. O fogo tem um potencial purificador e serve para manter a forma do molde pré-estabelecido.
Quando de fato aprendemos, as experiências da vida têm a função de nos tornar fortes e resistentes quanto aos impactos externos daqueles que nos apunhalam, invejam, maldizem e maltratam. Passamos a enxergar além das circunstâncias. O forte calor nos torna consistentes para que alcancemos os objetivos que Deus tem nos reservado.

Resistência

O processo continua e agora põe-se à prova tudo o que foi feito nele, colocando o conteúdo para que foi destinado. Não pode haver rachadura. Precisa conter o que nele há. Um vaso bom não se racha com o sol forte e não se quebra com a umidade. Ele passou por todos os processos necessários para ter essa resistência. Aqui o vaso é observado pelos entendidos no assunto que olham além das aparências e vêem que, mesmo não sendo tão agradável à vista suportar as adversidades e será de grande utilidade para o trabalho.

Conteúdo

Nele pode-se colocar qualquer tipo de conteúdo. Água da chuva, água de coco, água tratada ou água direto da fonte; bálsamo, sândalo; vinho ou suco de qualquer outra fruta. Pode-se até esconder dinheiro, valiosas jóias....
Quando estamos prontos, Deus coloca em nós um valioso tesouro. Esse conteúdo não deve se corromper. Tem o cheiro de Cristo, é atrativo ao olfato dos que também o possuem e com ele conseguem se identificar. Essa essência ajuda-nos a curar, libertar, trazer liberdade, cicatrizar as feridas. E podemos ser considerados produto dos carvalhos de justiça.

Utilidade

O destino do vaso pode ser os mais variados possíveis. Pode ser exposto em uma vitrine de uma loja. Pode ser usado como recipiente de líquido, areia, planta natural ou sintética. Pode ser colocado em cima da mesa da sala, na varanda. No canto do chão da cozinha.
Pode estar numa mesquita, numa igreja, na feira; na casa do pobre, do rico ou da classe média.
Pode ser pintado das mais diversas cores e servir de enfeite. Também pode ser desenhado ou apenas envernizado. Pode servir de vasilhame para uma emergência no caso de falta de água.

Como na olaria todo vaso é estimado em valor, o oleiro considera cada um inútil para que fiquem em pé de igualdade. Porém, ele sabe quando e qual vaso usar para situações específicas.

9 comentários:

JOY GATT disse...

BENÇÃO MEU IRMAO...DEUS CONTINUE TE USANDO PROFUNDAMENTE, TEMOS QUE ESPALHAR ESSA MENSAGEM!

Pr. Natanael S. Pinto disse...

A Paz do Senhor Jesus seja convosco! Quero parabenizar pela excelente postagem com um conteudo muito importante, que nos leva a pensar o que é o homem?

Deus continue abençoando e capacitando para o seu chamado.

Abraços

www.prnatanaelsp.com.br

Pr. Levi Libarino disse...

Boa análise do processo de formação do vaso! Que sempre sejamos um vaso nas mãos do oleiro...sempre prontos a sermos moldados à sua vontade. Deus te abençoe.

Denilson Trajano disse...

Ensino abençoado pastor. Que Jesus continue instruindo-o em toda sabedoria e entendimento, para ministrar ao Seu povo a palavra revelada da salvação. Forte abraço e que Deus continue o abençoando!

Mary Celi disse...

Temos que orar como JESUS: “Não se faça a minha vontade, mas a tua”, não importa qual seja, pois ela é sempre o melhor para nossas vidas. Nossa comida é fazer a Tua vontade e realizar a obra que nos confiaste. Não podemos fazer coisa alguma; porque não procuramos a nossa vontade, mas a Tua.
Pois esta é a Tua vontade, que nós sejamos consagrados (separados e colocado á parte para uma vida pura e santa. Muitas das vezes somos ignorantes do verdadeiro DEUS e não têm conhecimento da Sua Vontade.

Ivison Danilo disse...

Como sempre o irmão ezequias sendo uma benção. Deus te abençoe querido,o melhor pra você e sua família ainda esta por vir.

Otoniel disse...

Análise espiritual maravilhosa. Quem se prontifica para carregar os recipientes sagrados em suas vidas, serão abençoados de igual forma. Deus continue te abençoando como vaso nas mãos do Oleiro.

Helio Mariano disse...

Eu quero ser Senhor um vaso novo para tua honra e glória, aleluia!!

Helio Elias Mariano disse...

Eu quero ser Senhor um vaso novo para tua honra e glória, aleluia!!