2 de novembro de 2008

Considerações sobre a existência dos dinossauros

O artigo abaixo foi elaborado pelo professor de teologia Ezequias Lourenço, quando de uma publicação de um colega teólogo em sua comunidade no Orkut, professor Carlos Wagner Bonfim,diretor do instituto IBF (Ass. de Deus - Ferreira ) a qual que combatia com veemência a existência dos dinossauros, usando “argumentos” bíblicos.

Penso que precisamos ser meticulosos ao analisarmos determinados assuntos (existência dos dinossauros) para não incorrermos em fanatismo hermético.
Arrazoo que ao homem religioso não cabe o ascetismo e muito menos o ceticismo, todavia, melhor é procurar os meandros para, de fato, construir uma base que não apenas se atenha ao conhecimento de fatos da história, mas que use de um senso crítico teológico(refiro-me a nós, cristãos), não deixando de confirmar a Bíblia pela ciência e até se lançar a alguma crítica de algumas traduções, e não concatenarmos fatos não isolados ou isolados e,no caso desse último, tetarmos dar a eles algum sentido sengundo a nossa linha de raciocínio, muitas das vezes teológica e cientificamente excêntrica; achismo esse que meramente possa se basear em presunções teológicas psicossomáticas. Afinal, ciência e fé nem sempre se opõem: muitas vezes se complementam.
Uma coisa é o folclore que não passa de crendices - o que aliás, significa no original bretão "conhecimento popular"- outra coisa são os fósseis que existem nos maiores museus do mundo (E.U.A. Inglaterra ...) e os que ainda são encontrados, e ainda ter provada de sua existência pelo carbono 14 (que tem uma margem de erro mínima).
Ainda pior é compará-los numa mesma base argumentativa com se "tudo"- como foi citado no texto que provocou o tecimento desse contra-argumento - fosse mera fantasia científica.
Se pensarmos como céticos em termos de cristianismo e catolicismo (o que caracteriza a cristandade), poderíamos usar um argumento contundente desses, sob o ponto de vista genérico religioso, contra tudo o que alguns acreditam ser "fé" e, cá entre nós, encontraríamos muitas razões para isso: “na presença de Deus até a tristeza salta de alegria” (frase muito citada pelos  pentecostais...); o Santo Graal (objeto de discussão entre os católicos em geral...) Imagens que aparecem em vidraças de janelas...questões dos usos e costumes...) etc.
Raciocinemos: e não simplesmente imaginemos. Contudo, quando o fizermos, façamos com base no exercício da razão e da lógica, em se tratando de temática histórico-religiosa.


Realmente não há provas ou comprovações literalmente teológicas e/ou explícitas, e muito menos tácitas com relação a real existência de dinossauros em milênios passados.

A seguinte perguntas parecem ter sentido: pode-se provar ou comprovar teologicamente, sem usar de recursos tácitos hermenêuticos, que eles não existiram?

Será que o simples fato de não encontrarmos literalmente tal evidência nos anais toráticos, talmúdicos ou bíblicos (esse último, amplamente ocidentalmente conhecido) seria suficiente para nos servir como base argumentativa ou contra-argumentativa para essa análise discurssiva?

Penso ser coerente e sensato aspirar conceitos equilibrados, embora sempre discutíveis - haja vista quando não se tem base teológico-contextual real e autêntica. Nesse caso fico reticente...


Tenho comigo a máxima socrática de me permitir à dúvida, reconhecendo que nunca sabemos tudo, para, assim, minimizar a minha ignorância e procurar conhecer a mim mesmo e o que me é permitido sobre o mundo em que vivemos.

Encontro também uma base textual bíblica que fala que o revelado(escrito) para nós o foi, o não escrito(revelado), todavia, não o é para nós; João escrevendo, disse que, se fosse escrito tudo o que o Senhor Jesus fez, em termos de milagres, não conteria na Bíblia(seriam necessários muito mais livros): o fato de não está escrito não significa que Ele não operou mais milagres...(?????)

Para mim tanto a fé quanto a razão podem ser, sim, manipuladas por mentes bem mais preparadas. Não fora assim, milhões de pessoas não seriam ludibriadas nas relações humanas em geral. O BIG BANG, O HOMEM DE NEANDERTHAL o HOMUS SAPIENS de igual modo são teorias humanas que foram arrazoadas para que o homem possa ter um parâmetro de conhecimento sobre sua existência... isso pode cair por terra ainda nessa geração, como muitas outras teorias: Darwin,por exemplo, se arrependeu sobre o evolucionismo, dizendo: “eu me encontro em profunda dúvida, pois não posso aceitar que um homem com tal inteligência possa ser fruto de uma evolução, mas por outro lado, seria muito passividade aceitar, dada a riqueza e multiplicidade da natureza, que ele teria sido simplesmente criado - de fato não acredito nisso.
O Elo Perdido é uma farsa, um cientista foi expulso da Comunidade Científica por desmascará-lo (publicado pela revista SCIENCE). A questão para mim é não ser extremista.



Em Cristo,



Um comentário:

Jonas H G disse...

Foi muito convincente nas palavras expressadas neste texto. Pois pelo fato de não estar escrito na bíblia, não podemos falar que JESUS CRISTO não operou muito mais milagres! É o mesmo caso dos "dinissauros", (Teológicamente falando) não há relato de vida destes seres.
gostei muito!!!
Deus continue abençoando.

Jonas Harzer